" Estava eu no escuro ao encontrar-te.
Num silêncio de alma sem fim.
O mundo estava mudo, sem brilho, sem cores...
Eis que aparece-me batendo à porta, você!
Eu lhe recebo mesmo sem saber
o que o destino estará aprontando.
Você chega anda pela casa
como se já soubesse o lugar das coisas.
Senta-se e fica ali...
E eu, só a observar-te,
surpreendo-me com toda graça e magia
deste tão desconhecido momento.
Depois de um certo tempo,
oferece-me colo,
E eu, deixo-me abraçar...
Questiono-me quão simples pode ser a vida.
Te olho nos olhos e surpreendo-me,
vendo parte de mim.
Loucura? Talvez!!!
Mas não quero acordar deste sonho.
Quero saber mais e, talvez não mais acordar...
Quero viver neste mundo de amor
e levar a vida em forma de poesia e paixão.
As cores já se fazem presente, agora!
Já percebo a beleza e alegria de um amanhecer.
E, contemplando o teu sorriso,
e este momento sublime...
Assim, acordei hoje...
pensando em você!
Autoria: Marysa Sarmento
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sexta-feira, 30 de maio de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Soneto 17 - William Shakespeare
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
Autor: William Shakespeare
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
Autor: William Shakespeare
Soneto LXXXVIII - William Shakespeare
Quando me tratas mau e, desprezado,
Sinto que o meu valor vês com desdém,
Lutando contra mim, fico a teu lado
E, inda perjuro, provo que és um bem.
Conhecendo melhor meus próprios erros,
A te apoiar te ponho a par da história
De ocultas faltas, onde estou enfermo;
Então, ao me perder, tens toda a glória.
Mas lucro também tiro desse ofício:
Curvando sobre ti amor tamanho,
Mal que me faço me traz benefício,
Pois o que ganhas duas vezes ganho.
Assim é o meu amor e a ti o reporto:
Por ti todas as culpas eu suporto.
Autor: William Shakespeare
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Sinto que o meu valor vês com desdém,
Lutando contra mim, fico a teu lado
E, inda perjuro, provo que és um bem.
Conhecendo melhor meus próprios erros,
A te apoiar te ponho a par da história
De ocultas faltas, onde estou enfermo;
Então, ao me perder, tens toda a glória.
Mas lucro também tiro desse ofício:
Curvando sobre ti amor tamanho,
Mal que me faço me traz benefício,
Pois o que ganhas duas vezes ganho.
Assim é o meu amor e a ti o reporto:
Por ti todas as culpas eu suporto.
Autor: William Shakespeare
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